Transporte

Metrô:
O metrô é um meio de transporte muito interessante. Não enfrenta o tráfego, não precisa fazer curvas, é rápido, prático.

Em Buenos Aires, o metrô se chama subte, de subterrâneo. Passa por uma parte razoável da cidade, em principal o que eles chamam de centro, que fica próximo ao rio: Belgrano, Palermo, Recoleta. Há também para outros bairros, claro, e há também vias férreas que cruzam a cidade, complementando o metrô e os ônibus, que aqui se chamam colectivos.

O metrô daqui, apesar de ser um metrô, tem seus defeitos. Algo que estranhei muito foi o fato de, na maioria das vezes, não se poder mudar de lado de metrô, ou seja, se estou do lado em vai de norte para sul e quero mudar para o lado de sul para norte, não posso. Tenho que sair da estação, atravessar a rua, entrar de novo, pagar outro ticket, e aí sim mudar de linha. Há exceções, mas a regra é essa. Muito ruim.
* Em tempo. QUando escrevi originalmente este post, não conhecia a Linha D do metrô, que é uma linha mais nova onde em geral é possível mudar de direção sem sair da estação.

Outra coisa que – ao menos em São Paulo – é diferente é o entrar em sair dos trens no metrô. Que eu me lembre, na maioria das estações de São Paulo, se entra por um lado do trem e sai pelo outro, sem causar engarrafamento. Aqui, em todas as estações, entramos e saímos pelo mesmo lado. Juntando isso ao fato das estações serem muito apertadas, pode haver alguma confusão.

Por enquanto, a tarifa do metrô está custando 1,10 pesos – algo em torno de R$ 0,75. Barato e, mesmo com estes inconvenientes que mencionei, muito bom. Às vezes fica muito cheio, claro, mas é uma ótima opção de transporte, ainda mais em soma com os outros meios de transportes.

O metrô daqui tem algo que existe em São Paulo há muito tempo: cartões de recarga. Recém lançados, os monederos são cartões de crédito para usar nos metrôs – e em alguns kiscos (bancas). Infelizmente, diferente de São Paulo, estes cartões não servem para pagar o ônibus, ou o trem.

Ônibus:
Os ônibus da Argentina são um pouco menores que os do Brasil. Só um pouco. E um pouco mais esguios também. Há menos cadeiras. Como já disse, ao lado do motorista fica um terminal de preços. Ele digita o preço da passagem, que varia de acordo com seu destino – mas pelo o que eu entendi, há apenas dois preços: $ 1,20 ou $ 1,25. O terminal do motorista se comunica por cabos com um “moedeiro“, que é onde você coloca as moedas para pagar a tarifa. A máquina dá troco, e imprime um recibo, que você deve guardar até descer do ônibus.

Em geral não há lugar vago para sentar, a não ser em horários fora do normal, ou em ônibus muito longe do centro. Os argentinos fazem questão de sentar; assim que uma cadeira fica vaga, alguém se apossa dela quase que imediatamente, quase sem esperar a pessoa levantar. As pessoas não dão lugar.

Para pedir parada, não há uma cordinha no teto, só aqueles botões nos lugares para segurar.

Há uma grande expectativa para a mudança de forma de pagamento de tarifa de ônibus, que será como o metrô. Aparentemente, estes sistemas se comunicarão. Tomara que eu esteja aqui para ver. Segundo me disseram, isto ocorrerá em três meses.

Trens:
Os trens variam. Há trens bem cuidados e trens mal cuidados, hás os que tem ar-condicionado e os que mal tem porta. Nos trens, diferente dos metrôs, se pode levar bicicletas. Há vagões com vagas especiais para bicicletas, o que é um estímulo para utiliza-las.

Há muito mais cadeiras que os metrôs. Os vagões são mais compridos e mais largos. Os trens, por andarem na superfície, são muito mais lentos que o metrô. Mesmo os trens que saem da cidade de Buenos Aires são mais lentos. Porém, sem dúvida, é muito melhor que ônibus, no sentido de poluir muito menos, de gastar menos insumos (borracha, asfalto, etc), e de ter, comparativamente, poucos acidentes.

As linhas férreas cortam a cidade, e ligam-na as cidades próximas, como Ezeiza – onde fica o aeroporto – e Temperley. Muitas pessoas usam os trens diariamente, inclusive eu.

5 Respostas para “Transporte”

  1. Dank Disse:

    Em São Paulo só as estações com muito fluxo, caso dos cruzamentos de diferentes linhas, tem uma porta para sair e outra para entrar. No resto das estações o embarque e desembarque são feitos na mesma porta.

  2. Rodolfo Disse:

    Como você concluiu que os trens poluem menos? é por serem elétricos?

  3. Daniel Fróes Disse:

    Não só por isso. Pelos insumos que consome – não gasta borracha nem combustíveis fósseis – e porque em geral suas peças são recicláveis, por serem de metal e de certos tipos de plástico.
    Claro que se utiliza muito metal e plástico para fazerem os trens. Mas mesmo assim, o impacto à natureza é menor.

  4. Lívia Cabral Disse:

    Eu quero trem em Salvador!!!

    :-p

  5. carrozzo Disse:

    muito bons os seus comentarios.continue assim, garoto

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