Eu moro na Rua Thames, no príncipio da rua, no bairro de Villa Crespo. Na mesma rua, um quilômetro mais adiante, fica um dos mais famosos restaurantes árabes da cidade, o Sarkis.
O Sarkis é um restaurante de comida armena. Está sempre cheio, mas hoje (12 de abril) tinham ainda 3 mesas vagas quando cheguei (21h). Logo depois, fila na porta. Quando eu sai (23h30) tinha fila na porta.
A comida é barata, se considerarmos a qualidade do restaurante. Um prato custa em média $20/30, e serve duas pessoas. As entradas são muito boas. Pedimos Kibe cru, Kibe frito, charuto de carne (nunca lembro o nome certo), Tabule, Homus, Kafta de boi (não sei que parte do boi era) e umas empanadas árabes, que parecem um meio termo de pão árabe com crepe. Vamos analisar um por um.
O Kibe cru é um pouco diferente do que estou acostumaddo, mas é parecido: carne moída crua com cebola. Muito bom. Para mim, foi o segundo melhor pedido da noite.
O Kibe frito (que aqui chamam Kepe) é bastante diferente. Claro, ainda é uma massa de carne moída com trigo frita, mas o gosto é muito diferente do que constumamos comer no Brasil. É maior. É gostoso, mas eu prefiro o nosso kibe frito.
O charuto estava muito bom. Pedimos o que vem enrolado com folha de parreira – a outra opção era vir enrolado em repolho. Muito bom, com recheio de carne e arroz. Os charutos são menores que o do Brasil, muito leves no gosto e no estômago.
O Tabule, que eles dizem ser o típico tabule armeno, apesar de ser parecido em termos de gosto com o do Brasil, é bastante diferente em termos visuais. O trigo daqui é muito mais branco, e os grãos são mais grossos. não colocam pepino, o que para mim foi uma felicidade. Também muito leve e muito saboroso.
O Homus é igual.
A Kafta, apesar de ser feita igual, era mais tenra e saborosa das que comi no Brasil. Não sei qual corte eles utilizaram para fazer o prato, mas estava bastante saboroso. Novamente, era bastante leve.
Os pratos em Buenos Aires, principalmente se comparados com a culinária baiana, tem um sabor muito mais leve; são menos condimentados.
As empanadas árabes eu não experimentei.
No final, você pode pedir um café armeno (sem coar e já adoçado) e, se quiser entrar mais no clima, pedir a Roxana Banklian que leia a sua sorte na borra do café.
Não experimentei as sobremesas. Em breve voltarei lá para experimentá-las, bem como a outros pratos que ainda não conheço, mas para isso vou esperar chegarem visitantes do Brasil.
Sarkis: Thames, 1101, Villa Crespo.
abril 14, 2009 às 12:57 am |
porra, odeio posts sobre comidas..sao interessantissimos, mas qnt mais interessantes e detalhados, maior a vontade de comer algo! e ja vi que o post abaixo tb eh sobre comida…florida.
abril 16, 2009 às 6:58 am |
As coisas verdes dos charutos eram folhas de parreira?
E é “homus”. Húmus é terra (mais ou menos). Se você algum dia vier a São Paulo, levo você a um bom restaurante árabe típico.
abril 16, 2009 às 3:49 pm |
Isso! Folha de parreira. Falta agora descobrir o nome original do prato.
Alteração feita.
Minha ida a São Paulo vai depender de minha volta a Salvador. Mas eu aceito o convite.
abril 23, 2009 às 1:00 pm |
faltou dizer qual foi o melhor pedido da noite, vc só falou do segundo
abril 23, 2009 às 7:19 pm |
Mas a melhor parte é, depois da comilança gostosa e barata, saber da sorte através da borra de café lida pela D. Roxana (que é um verdadeiro personagem de Almodóvar, diga-se de passagem…). rsrsrs
abril 24, 2009 às 4:56 pm |
O Melhor foi a Kafta!!!!
maio 22, 2009 às 3:11 pm |
caraio, último post em 13 de abril é sacanagem…
que diabos vc anda fazendo aí, menino? rsrsrsrsrsr